segunda-feira, 14 de maio de 2012

CONES VAGINAIS E EXERCÍCIOS PARA TRATAR INCONTINÊNCIA EM MULHERES PÓS MENOPAUSA

Olá pessoal,
acabei de ler um estudo comparando treinamento do assoalho pélvico com cones vaginais e nenhuma intervenção para o tratamento de incontinência urinária de esforço em mulheres na fase pós-menopausa. É de um grupo do Brasil, de São Carlos. A amostra não é tão grande, mas elas tiveram um resultado favorável a ambos os tratamentos, conforme vocês podem ler abaixo:



OBJETIVO DO ESTUDO:Investigar o efeito do uso de cones vaginais e do treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP) em mulheres com incontinência urinária de esforço no período pós-menopausa.

 






COMO FOI FEITO:A pesquisa incluiu mulheres na pós-menopausa, que se queixavam de incontinência urinária de esforço. 45 mulheres foram divididas em três grupos: um grupo de 15 mulheres recebeu a terapia com cones vaginais ; um grupo de 15 mulheres recebeu terapia com treinamento dos músculos, e um grupo  controle, também com 15 mulheres não recebeu nenhum tratamento. As mulheres do grupo de exercícios foram tratadas durante 6 semanas com sessões de 40 minutos, 2 vezes por semana. As mulheres do grupo de cone vaginal foram ensinadas a usar os cones para fortalecer a musculatura. O grupo controle não recebeu qualquer tratamento durante o tempo correspondente. Todas foram avaliadas antes do início e no final do tratamento e 6 semanas após o término do tratamento. Para avaliar a perda urinária foi feito um exame com absorvente, que mede a quantidade de urina perdida durante 1 hora enquanto a mulher ingere líquidos e faz esforços. Foi verificada também a presssão dos músculos, além da avaliação da qualidade de vida através de um questionário específico, do grau de satisfação com o tratamento e da continuidade do tratamento.
 
RESULTADOS ENCONTRADOS:Para incontinência urinária, houve diferenças estatísticas significativas entre os grupos tratados e o grupo controle no final do tratamento e 6 semanas após o tratamento. O mesmo comportamento foi mostrado para a pressão muscular do assoalho pélvico . Não houve diferenças entre o cone vaginal e o grupo que fez exercícios em nenhuma das avaliações. Em relação à qualidade de vida, os grupos com tratamento apresentaram melhores resultados em relação ao impacto e gravidade da incontinência que o grupo controle e apresentaram níveis de satisfação semelhantes. O grupo dos cones vaginais deu menor continuidade ao tratamento.


CONCLUSÃO:Com base neste estudo, houve resultados positivos no tratamento da incontinência urinária de esforço em mulheres pós-menopausa tanto com o uso de cones como com exercícios. Esses resultados incluem menos perdas, melhor pressão muscular do assoalho pélvico e melhor qualidade de vida numa avaliação feita após 6 semanas de tratamento.


Minha opinião: o estudo mostra que as mulheres incontinentes beneficiam-se de tratamentos que envolvem a reeducação e o trabalho muscular. Quando elas se exercitam elas criam maior consciência de como usar esses músculos, o que acaba por melhorar a função e também a qualidade de vida, já que elas passam a ter menos perdas urinárias, ou pelo menos perdem em menor quantidade. Perder urina é muito desagradável, e quando você adquire controle isso faz uma enorme diferença para a auto-estima. 
O acompanhamento de profissionais capacitados faz toda a diferença no sucesso do tratamento, já que as mulheres fazem os exercícios mais corretamente e também ficam mais comprometidas...talvez por isso nesse estudo, o grupo dos cones vaginais foi o que apresentou menor continuidade no tratamento. 
Senti falta de uma explicação mais detalhada das intervenções nesse artigo........



É isso aí....
abs






Referência:

Pereira VS, de Melo MV, Correia GN, Driusso P.

Climacteric. 2012 Feb;15(1):45-51. Epub 2011 Nov 8.

Vaginal cone for postmenopausal women with stress urinary incontinence: randomized, controlled trial

Department of Physical Therapy, Federal University of São Carlos, São Carlos, SP, Brazil.

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